Pensamentos de Sta. Teresa dos Andes sobre a morte

Pensamentos de Sta. Teresa dos Andes sobre a morte
 
A morte vem e a ninguém avisa. A morte sem fé é lançar-se no abismo do nada, não tem sentido. A fé é a porta da eternidade que se abre à nossa frente e nos introduz na alegria sem fim; é uma irmã que vem nos buscar para que gozemos a recompensa pelo bem praticado. Cada ano que vivemos é um ano a menos de vida e mais próximo da morte.

 

01. Como a morte chega de surpresa quando não se pensa que há uma eternidade depois dela!… O melhor é viver em paz com nosso Senhor, de modo que, se a morte chegar de repente, não nos surpreenda e aterrorize (c 126).
02. Todos temos de morrer. Tudo passa e nós também. Cada dia nos aproximamos da eternidade. Para que apegarmo-nos a coisas que morrem? (d 42).
03. Que diferença imensa existe no modo de considerar a morte de um cristão e daquele que não o é! Este só encontra o vazio, o nada, o frio do túmulo. O cristão encontra o fim do seu desterro, de seus sofrimentos, o princípio de seus gozos eternos… Ali está o seu Pai com os braços estendidos para recebê-lo e dar-lhe a coroa. Que paz não dá isso num transe tão terrível como é o da destruição de nosso ser (c 126).
04. Para uma carmelita a morte não tem nada de espantoso. Vai viver a vida verdadeira. Vai cair nos braços de quem amou aqui na terra sobre todas as coisas. Vai submergir eternamente no amor (c 134).
05. Quantas vezes pensa no que é a morte para os que vivem no mundo. Parece-lhes terrível aquele mo­mento em que tudo termina (c 134).
06. Quão diferentes são as coisas encaradas sob a luz da morte. Aparecem em toda sua realidade e então, a alma exclama: “Vaidade das vaidades e tudo é vaidade” (d 29).
07. As riquezas, o dinheiro, os vestidos, as comodidades, as boas comidas, de que servirão em meu leito de morte? De perturbação, nada mais. De que serve um grande nome, os aplausos, as honras, a adulação e a estima das criaturas? Na hora da morte tudo desaparece com este corpo que vai ser bem depressa um vaso de podridão e de corrupção (c 29).
08. Quando menos se pensa chega a morte. Então tudo desaparece e só o bem se leva consigo (c 156).
09. Quando será o dia feliz em que, a morte tendo rompido as cadeias do pecado em que nossa alma vive, poderemos dizer a nosso Deus: “Já não poderemos ofender-te mais e ninguém, nem nada nos poderá separar de Ti”? (c 109).
10. Tenho sofrido muito ao ver o esquecimento em que os homens vivem para com Deus. Vivem em desenfreada alegria, ofendendo-o, sem pensar que cada ano se aproximam mais da morte (d 47).
11. Dia 13 de julho. Hoje fiz dezessete anos: um ano a menos de vida, um ano menos de distância da morte, da união eterna com Deus (d 28).

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