Partilha do Noviciado

Partilha do Noviciado

NOVICIADO CARMELITA

  

A vida no Carmelo é um itinerário de transformação[1], que se inicia quando damos os nossos primeiros passos neste terreno fértil. A caminhada no Noviciado se define como pôr-se a caminho[2] neste itinerário, pondo Jesus na guia que nos leva a trilhar este Caminho, como nos foi dito no nosso retiro inicial: “É o momento de sair do volante do Carro da nossa vida, ir para o banco do carona e convidar Jesus a dirigir de agora por diante”[3].

Com o intuito de trilhar este itinerário viemos para São Cristóvão – SE, nós noviços da Província de Pernambuco, Santo Elias e do Comissariado Geral do Paraná, tendo como mestre o Frei Sormani.

No inicio desta etapa, como nos manda o ritual de iniciação do noviciado, batemos à porta, porém desta vez não a do Convento, mas a Porta Santa da Misericórdia, onde logo neste princípio fomos marcados e acolhidos pela Misericórdia do Pai, que nos consolou, perdoou e nos deu esperança em todo este ano.

Durante o decorrer do ano tivemos varias formações que competem a esta etapa, realizadas pelo mestre de noviços, frades, freiras e leigos, que nos ajudaram a confrontar nossa vida com a espiritualidade do Carmo. Com isto, fomos nos identificando sempre mais. Estes momentos foram muito construtivos também na dimensão fraterna de convivência com estas pessoas e com as partilhas de suas vidas.

Os elementos que compreendem a vida no Carmelo: Oração, Fraternidade, Serviço…, foram bem acentuados pelo mestre de noviço.

A Vigem Maria foi neste percurso uma Mãe, pois nunca deixou de escutar as Ave-Marias que rezávamos no terço, todas elas cheias de sentimentos, pedidos, consolos, refúgios. Também foi Irmã, pois sempre caminhou conosco sem jamais nos abandonar nesta jornada… E o profeta Elias como um Pai que ensina um filho a caminhar nos caminhos do Senhor e a lutar pela dignidade dos outros seus irmãos.

A presença no meio do povo foi desenvolvida nas comunidades da paróquia e nas dimensões do Santuário do Carmo (Missionária, Litúrgica, Solidaria e JUCAR). A estas realidades nós noviços partíamos sempre com o ímpeto de serviço e de aprendizado, ensinando e aprendendo com o povo;  sua simplicidade nos ensinavam muito.

Portanto, foi um período muito bom, no qual pude experimentar da graça abundante de Deus e de uma renovação espiritual, pois no decorrer dos dias Deus sempre me surpreendia agindo nas coisas mais simples. Diante disto posso dizer que este Caminho é Santo e bom[4], se seguir por ele  com coração puro e boa consciência[5].

Fr. Igor Angelo Leite, Nov. O. Carm.

[1] Ratio Institutionis Vitæ Carmelitæ

1RIVC II parte Nº 72 pág. 77

1Carta do Geral Introdutória da RIVC pág. 6

[2] Subtítulo da RIVC pág. 90

[3] Fr. Adriano Saboia, pregador do retiro inicial

[4] Regra do Carmo cap. 20

[5] RC cap. 2