Dom Paulo Cardoso em Moçambique

O nosso querido Dom Paulo Cardoso, viaja hoje, dia 31.03, para Moçambique, para passar uma boa temporada ajudando o Carmelo Africano. Depois de uma experiência realizada no início do ano passado, ele retorna para passar um tempo maior.

Numa entrevista ao blog Santa Cruz 24h, dias atrás,  dom Paulo disse:

“A Igreja existe para a missão. Sem missão, não há Igreja; e, também, sem Igreja, não há missão.E a missão, qual é? É anunciar e testemunhar Jesus Cristo. Por isso, eu estou contando com a graça de Deus, com as orações de todos. E vou pra essa jornada, tentando ajudar um pouquinho e aprender muito mais lá na África. O país é Moçambique. Espero está lá até quando Deus permitir. É uma região também de muita esperança… um pessoal sofrido, mas alegre e piedoso. De modo que o missionário indo, ele vai receber muito mais do que ele vai doar”

Em agosto do ano passado, ele tinha feito o curso de Missão ad Gentes, em Brasília. Vejamos um extrato de sua entrevista à Revista Missões:

Dom Paulo, interessante essa sua disposição em seguir para a África. O senhor permaneceu aqui em Brasília, no CCM, por um mês, fazendo essa formação além-fronteiras. O que lhe motivou?

“Primeiro a própria missão ad gentes como tal, porque na minha diocese, há missão, mas na característica de missões populares e pastoral dos santuários. Desde que ingressei na Ordem Carmelita tive essa preferência pela missão além-fronteiras. Fiquei 27 anos na diocese de Petrolina e alimentava esse sonho no coração. Já fui em outras duas ocasiões para Moçambique e agora é claro, como terminei meu pastoreio de 30 anos, em termos de administração, estou voltando para servir. Porque a Igreja é Missão e estou indo agora indefinidamente, até quando Deus quiser e permitir”.

É um exemplo esse seu ardor missionário, disposto a ir além. Lá na África, o senhor já tem uma missão específica?

“Costumo repetir em tom de brincadeira, mas é sério. Vale para todos nós. A Missão não admite aposentadoria, nem por idade, nem por tempo de serviço. Nós temos no Zimbabué um chamado noviciado de língua inglesa, então, vou lá para ajudar na formação. Durante um período mais prolongado vou estar em Moçambique, em nossa missão na periferia de Matola. Temos lá um povo acolhedor e alegre, temos muito a aprender com eles”.