A vida do discípulo de Cristo (Tito Brandsma)

A VIDA DO DISCÍPULO DE CRISTO (Beato Tito Brandsma)
 
A vida do discípulo:
  1. “Devemos lutar pelo ideal de não só suportar tudo pacientemente, mas de até desejar a perseguição e o desprezo. Porém, muitas vezes, acontece o contrário” (J-25).
  2. “Há uma oposição radical entre Deus e o mundo; e esta contradição se manifesta também na vida religiosa e nos conventos. Quem ama a justiça, há de preparar-se para viver perseguido e desprezado” (J-25).
 
Paixões:
  1. “A paixão nos torna, no princípio, indecisos, duvidosos, desviando-nos gradualmente de Deus, direcionando-nos às criaturas, ao prazer e às distrações. Deixa-nos fracos. A açucena se vai secando, as flores começam a inclinar-se e murcham. Vem a tempestade. Põe-se um apoio na planta para melhor sustentá-la. É a Cruz. É a mortificação contínua que nos deve manter fixos em Deus”. (J-12)
 
Provas:
4.”O jardineiro percorre todos os dias o jardim para observar, examinar e atar suas plantas. Se nisto demonstrar-se negligente, logo desaparecerá toda a beleza do jardim.
Há flores destinadas a serem cortadas e colocadas em jarros. Duram pouco. Aparentemente não vale a pena cortá-las, porém, o que o jardineiro tenta é precisamente exibir sua beleza. E quando as corta, logo aparecem outras”. (J-16)
5.”Aprendamos das árvores as vicissitudes da vida, a temporalidade das coisas terrenas. E vede como, a seu tempo, Deus volta a revesti-las de formosura e glória. Mais confiança. Nosso Senhor no-lo disse expressamente no Evangelho, e o exemplo dos Santos nos confirma admiravelmente: não devemos preocupar-nos demasiado com as coisas terrenas; devemos renunciar a tudo e confiar somente n’Ele. E, apesar de tudo, vivemos preocupados. Marta, Marta! (J-19)
 
Sofrer com Cristo e Maria
6.”Quando não compreendemos Jesus, quando não compreendemos o sofrimento, devemos correr com São João ao lado de Maria, para chorar nossas amarguras e buscar nela refúgio” (E-65).
  1. “Com Maria não hesitar em participar do desprezo de Jesus, presenciar com ela a condenação, a flagelação, a coroação de espinhos e a Via Crucis. Suportar tudo, quando a honra e a glória de Jesus o exigir”. (E-66)
  2. “Acorrer com Maria ao encontro de Jesus no caminho do Calvário e expressar-lhe nosso amor e nossa compaixão, nossa fidelidade e nosso afeto. Seguir com ela ao cimo do Gólgota” (E-66).
  3. “Aproveitar as ocasiões que se nos apresentarem para meditar a Paixão do Senhor, e para percorrer a Via Crucis; colocar o crucifixo em um lugar de destaque no quanto ou nos lugares onde trabalharmos”.
  4. “Quem verdadeiramente ama Jesus, há de subir o Calvário” (E 66-67).
  5. “No meu improvisado altar, no cárcere, coloquei no centro um Cristo na Cruz, de Fra Angélico, não de corpo inteiro, mas até a chaga do lado. De um lado, coloquei uma estampa de Santa Teresa de Jesus com o seu lema: “Ou padecer ou morrer”; de outro, uma estampa de João da Cruz com sua frase: “Senhor, padecer e ser desprezado por vós” (VA. 217)
  6. “Somos provados porque somos amados” (VA. 245).
  7. “Minha fé, por teu amor, procura beber o cálice de amargura que antevejo. A Tua via dolorosa é o meu único caminho para Deus” (VA-250)
  8. “Devemos ter um grande respeito pela dor, porque nela há algo sagrado” (VA-313)
  9. “Os melhores sacerdotes não são sempre aqueles que sobem ao púlpito para fazer belos sermões, mas aqueles que sofrem muito e oferecem os sofrimentos pelos pecadores. Estou contente de poder sofrer…” (VA-338)
  10. “Ninguém pode aproximar-se de Deus sem morrer a si mesmo” (E-10)
  11. “A ascética não é um esforço meramente negativo, mas, bem mais, uma ação libertadora do espírito por meio da qual fazemos Cristo viver em nós e irradiar em nosso derredor divinos resplendores” (VA-145).